12/06/2017 15:39:51

LIDERANÇA DA CARNE


 

LIDERANÇA DA CARNE

Foto: pixabay.com

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“De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. (Tg 4.1-4)

Liderança é influência. Seja qual for o nível de liderança, você sempre perceberá que o líder influência os outros. O filho imita o exemplo do pai. As ovelhas seguem o pastor. Os jogadores se movem no campo de acordo com as orientações do técnico. O general lidera os soldados em batalha. Os seus prazeres lideram a sua carne. Quando Tiago usa o termo “militar”, na verdade, no original, a palavra “strateuomai” neste contexto não denota “luta”, mas, sim, “um comandante liderando soldados para a guerra ou para a batalha”. Interessante: Tiago diz aos seus leitores que os prazeres são os generais de suas carnes! O apóstolo nos mostra nessa passagem as quatro áreas onde o desejo quer influenciar sua carne.

A primeira são as guerras, contendas, homicídio e inveja. Repare que a primeira área de influência diz respeito aos outros. Quando os prazeres são o general da sua carne, você terá problemas nos seus relacionamentos interpessoais. Alguns culpam a Deus pelas guerras e mortes, mas Ele não é líder dessas coisas. O único general que leva um homem a gerar sofrimento ao outro são os prazeres que lideram a carne. A liderança dos prazeres levam o homem a pensar apenas em si mesmo. Esse egoísmo o leva a guerrear, machucar e matar o próximo só para realizar os seus desejos. Por trás de todo pecado existe uma raiz de egoísmo. O homem que adultera nunca pensa no sofrimento que trará à esposa, mas no prazer que ele terá na amante. O ladrão só pensa naquilo que o dinheiro que ele vai roubar pode lhe proporcionar e não na falta que pode fazer ao próximo.

Além de conduzir a nossa carne a guerrear contra o próximo, os prazeres também elegem outro inimigo: nós mesmos. Os prazeres nos levam a cobiçar e desejar, mas não nos levam a obter nada. Eles nos fazem querer o que outro tem sem fazer o que outro fez. Os prazeres nos levam a uma inércia descontente e não a uma atividade produtiva. Repare que Tiago diz “Nada tendes porque não pedis” sobre um desejo que não conduz à oração. Uma das razões para que desejemos e não tenhamos é que os prazeres conduzem a nossa carne a lutas e guerras, ou seja, tentamos conseguir com a força do nosso braço o que só Deus pode dar.

Contudo, existem casos mais graves. Existem aqueles que têm audácia de, liderados pela carne, clamar a Deus. Tentam fazer com que Deus satisfaça os seus desejos. Não bastasse os prazeres liderarem a sua carne, quando eles influenciam a sua vida de oração, estão querendo mandar no próprio Deus. Os prazeres são tão ambiciosos que querem fazer de Deus um soldado para guerrear. Querem Deus para esbanjar seus prazeres e produzir invejas nos outros. Cansaram de sentir inveja; querem provoca-lá em outras pessoas. Pedem unção para o aplauso. Querem a cura para sua glória. Desejam riquezas para não verem sua pobreza. Desejam elogios para mascarar a inferioridade. Querem ser “cabeça” para pisarem na “cauda”. Querem ser pastores pensando no casaco de lã. O alvo não é a vontade de Deus, mas apenas a satisfação dos prazeres. A carne só tem ouvidos para o comandante chamado prazer.

Deus se recusa a atender pedidos nobres por motivos sórdidos. Ele até ouve a oração, mas reconhece a voz do general da carne por trás dela. Depois de prejudicar os meus relacionamentos interpessoais, de prejudicar a mim mesmo e minha vida de oração, o próximo alvo da campanha militar dos prazeres é o pior de todos os inimigos: o próprio Senhor dos Exércitos. Como esse inimigo é maior do que todos os anteriores, um aliado é chamado para guerrear com eles: “o mundo”. Um sistema onde todos são liderados pela carne. Onde não podemos obedecer às ordens divinas porque existe um exército de milhares que também não o faz. Não é esta a justificativa de muitos que são confrontados em sua carnalidade: “Todo mundo faz isso”? O sistema fortalece a desobediência. E aí, obviamente, Deus vira o inimigo. Deus se opõe a esses prazeres que destroem seus relacionamentos, você, sua comunhão com Ele e ao sistema que te mantém preso nessa desobediência.

O contrário, por sua vez, também é verdadeiro. Quanto mais nos tornamos amigos de Deus e deixamos o Espírito liderar nossa carne, os nossos relacionamentos são edificados. Desejos são purificados e atendidos. Sua vida de oração para de exalar o odor da carne e passa a ser um cheiro suave e agradável a Deus. A escolha do seu general vai determinar se Deus se tornará seu aliado ou seu inimigo!

:: DRUMMOND LACERDA [SITE VENTONOFOGO.COM]





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